sexta-feira, 8 de junho de 2007

Matéria para o blog da UATI

“Universidade Aberta para a 3ª Idade: Um Caminho de Vida”

Esse é o título do livro escrito em 1997 pelo professor Cláudio José dos Santos, atual Pró Reitor Comunitário da UNISANTOS, um dos idealizadores da UATI.
A partir da história da formação do curso e suas surpresas - número muito maior de alunos do que o esperado -, o autor descreve todos os eixos do projeto, as atividades fornecidas, disponibiliza depoimentos de alunos e, ao final traça um perfil dos matriculados.

”(...) oferece aos alunos uma oportunidade efetiva de compartilhar o espaço universitário sem a exigência de diplomas ou certificados anteriores, nem a prestação de exame vestibular. (...) assim como não inclui preocupações para a obtenção de diplomas profissionais (...)”. Antonio Jordão Neto (autor do prefácio)

Curso para e não da Terceira Idade
“(...) não criamos um programa para velhos, para idosos (...)”

Nesse capítulo adverte-se que o projeto foi concebido no âmbito mais pedagógico do que gerontológico ou geriátrico.
Tendo em vista que muitos alunos ingressantes na Universidade têm entre 50, 55 anos de idade e que existem programas para os quais a idade mínima é 45 anos, observamos a preocupação dos idealizadores em unir duas gerações nessa iniciativa para a sociedade santista, que é a Universidade Aberta.

Alguns dos temas ministrados em aula, por exemplo, Aspectos Legais, são de interesse de diversas faixas etárias.
Sendo assim, o cuidado da UATI com a Terceira Idade está na forma, e não no conteúdo.


Arte e Sensibilidade
Passar pelo Campus Pompéia, durante o período vespertino, é muito agradável. Cruzamos com pessoas maduras, sorridentes e dedicadas... Pura energia positiva.
E entende-se porque: além das tradicionais matérias como Economia, História e Política, existe a área dedicada à Arte e Sensibilidade, como o autor dá o nome a um dos seis capítulos que constroem o livro. Música, Teatro, Cinema, Pintura, Oficina de Fotografia, Dança e Dança de salão são as matérias que compõem esse universo. Sendo que, nessa última, a intenção do projeto é que os alunos desfrutem da aula ministrada por dois professores, um de cada sexo para acompanhar às senhoras e senhores dançarinos.


Mesmo que não seja essa a intenção, o caminho que o aluno percorre dentro da UATI, lhe dá um “currículo” diferenciado, da seguinte maneira: não lhes interessa uma relação repleta de diferentes capacitações, como é o que se exige hoje em dia no mercado de trabalho. Interessa-lhes a carga de experiências divididas que agregaram durante o curso. Já diz o nome do livro do prof. Cláudio: a UATI disponibiliza aos seus alunos Um Caminho de Vida.

Indico a leitura da obra a todos vocês que participam desse admirável projeto da Universidade Católica de Santos.

Amanda Denti
Para visualização do blog desenvolvido pelo grupo de RP, sobre a Universidade Aberta para Terceira Idade UNISANTOS, acesse http://www.flordaidadeunisantos.blogspot.com

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Resenha para a Disciplina Lingua Portuguesa

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS
Centro de Comunicações e Artes
Curso de Relações Públicas – 3º Semestre
Língua Portuguesa – Profa. Edna Alessio
Nome: Amanda Souza Denti Número: 01 Data: 31/5/2007

RESENHA

1. A obra:


Autor: André Rittes
Título: “Máquina de fazer doido: Reflexões sobre a televisão na Era da Absolutização da Imagem”
Elementos de imprensa: Santos, Editora Iporanga, 2000.
Número de páginas: 134
Formato: 13 x 18 em brochura.


2. Credenciais do Autor:


André Luis Marques Ferreira Rittes (44 anos), é jornalista, escritor, enfermeiro, professor universitário e mestre em educação. Além dessas, o autor é um profissional experiente na área de televisão e mestre em comunicação pela Universidade Católica de Santos.
Iniciou sua “vida literária” aos 14 anos, já conquistou quatro premiações de contos em trabalhos de ficção (uma nacional e três estaduais), sendo o livro “Máquina de fazer doido” o seu primeiro trabalho de não ficção.


3. Resumo da Obra:


Dividido em 13 capítulos que relacionam a TV com religião, cultura, criança, sexo, política e futuro, o autor descreve como a Imagem ganhou espaço no universo capitalista e instiga o debate sobre como esse recurso pode desempenhar caráter de “manipulador” da opinião da sociedade de massa.
Em análise séria e bem humorada, afirma que a chamada “Sociedade do Espetáculo” assim é denominada pela dominação que o show (TV) exerce sobre a nossa realidade. Admitindo que uma parte expressiva da audiência brasileira é analfabeta, explica que essa é a razão da TV no Brasil “afrontar as pessoas inteligentes”, tendo em vista sua superficialidade e “burrice”: “(...) seu discurso é banal porque o público também carece de informação” (p. 111).
A publicidade, parceira importante da televisão, cria, segundo o autor, uma expectativa de consumo nas pessoas e, de certa forma, propõe que a felicidade esteja no acumulo de dinheiro para gastar. Assim, o culto a TV surge praticamente como uma nova religião da população frustrada com a impossibilidade de participar efetivamente dessa sociedade de consumo.
No capítulo TV e Sexo, o livro critica também a falta de um código de ética que seja respeitado pelas emissoras (e pelos jornalistas). O escritor fala ainda em uma “Crise de pauta” se referindo à classe jornalística que mantém o jornalismo brasileiro na “mesmisse”; e reconhece que os jornais também não abrem mais espaço para manifestações criativas que enriqueçam a cultura brasileira.
Em uma das crônicas (anexas ao apêndice do livro), o autor dá o título: “Desligue a sua TV!”, concluindo que o IBOPE, Instituto que mede a audiência pelo PNT (Painel Nacional de Televisão) traz uma amostragem muito pequena, devido ao método aplicado, para servir de referência e base dos comunicadores que criam essa maneira de entretenimento ou fonte de informações que é (ou deveria ser) a televisão.


4. Comentários sobre a obra:

A reflexão do livro é interessante para qualquer estudante de comunicação social ou interessado em entender a esfera que representa a Televisão em nossa sociedade.
Contado de forma agradável e objetiva, o conteúdo traz diversos exemplos que nos remetem a acontecimentos “famosos” em que a televisão pode ter desempenhado grande poder de influência sobre a decisão da sociedade (Ex. debate para as eleições entre Lula e Collor, o qual a Rede Globo editou partes do vídeo “privilegiando” o segundo candidato).
É interessante a análise de que a televisão reformulou não apenas si própria, como também, exigiu dos outros veículos de comunicação uma nova linguagem e, infelizmente, uma “pobreza” em termos de informações que levem o público à reflexão, ao desenvolvimento de idéias críticas e enriquecimento cultural.