sexta-feira, 1 de junho de 2007

Resenha para a Disciplina Lingua Portuguesa

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS
Centro de Comunicações e Artes
Curso de Relações Públicas – 3º Semestre
Língua Portuguesa – Profa. Edna Alessio
Nome: Amanda Souza Denti Número: 01 Data: 31/5/2007

RESENHA

1. A obra:


Autor: André Rittes
Título: “Máquina de fazer doido: Reflexões sobre a televisão na Era da Absolutização da Imagem”
Elementos de imprensa: Santos, Editora Iporanga, 2000.
Número de páginas: 134
Formato: 13 x 18 em brochura.


2. Credenciais do Autor:


André Luis Marques Ferreira Rittes (44 anos), é jornalista, escritor, enfermeiro, professor universitário e mestre em educação. Além dessas, o autor é um profissional experiente na área de televisão e mestre em comunicação pela Universidade Católica de Santos.
Iniciou sua “vida literária” aos 14 anos, já conquistou quatro premiações de contos em trabalhos de ficção (uma nacional e três estaduais), sendo o livro “Máquina de fazer doido” o seu primeiro trabalho de não ficção.


3. Resumo da Obra:


Dividido em 13 capítulos que relacionam a TV com religião, cultura, criança, sexo, política e futuro, o autor descreve como a Imagem ganhou espaço no universo capitalista e instiga o debate sobre como esse recurso pode desempenhar caráter de “manipulador” da opinião da sociedade de massa.
Em análise séria e bem humorada, afirma que a chamada “Sociedade do Espetáculo” assim é denominada pela dominação que o show (TV) exerce sobre a nossa realidade. Admitindo que uma parte expressiva da audiência brasileira é analfabeta, explica que essa é a razão da TV no Brasil “afrontar as pessoas inteligentes”, tendo em vista sua superficialidade e “burrice”: “(...) seu discurso é banal porque o público também carece de informação” (p. 111).
A publicidade, parceira importante da televisão, cria, segundo o autor, uma expectativa de consumo nas pessoas e, de certa forma, propõe que a felicidade esteja no acumulo de dinheiro para gastar. Assim, o culto a TV surge praticamente como uma nova religião da população frustrada com a impossibilidade de participar efetivamente dessa sociedade de consumo.
No capítulo TV e Sexo, o livro critica também a falta de um código de ética que seja respeitado pelas emissoras (e pelos jornalistas). O escritor fala ainda em uma “Crise de pauta” se referindo à classe jornalística que mantém o jornalismo brasileiro na “mesmisse”; e reconhece que os jornais também não abrem mais espaço para manifestações criativas que enriqueçam a cultura brasileira.
Em uma das crônicas (anexas ao apêndice do livro), o autor dá o título: “Desligue a sua TV!”, concluindo que o IBOPE, Instituto que mede a audiência pelo PNT (Painel Nacional de Televisão) traz uma amostragem muito pequena, devido ao método aplicado, para servir de referência e base dos comunicadores que criam essa maneira de entretenimento ou fonte de informações que é (ou deveria ser) a televisão.


4. Comentários sobre a obra:

A reflexão do livro é interessante para qualquer estudante de comunicação social ou interessado em entender a esfera que representa a Televisão em nossa sociedade.
Contado de forma agradável e objetiva, o conteúdo traz diversos exemplos que nos remetem a acontecimentos “famosos” em que a televisão pode ter desempenhado grande poder de influência sobre a decisão da sociedade (Ex. debate para as eleições entre Lula e Collor, o qual a Rede Globo editou partes do vídeo “privilegiando” o segundo candidato).
É interessante a análise de que a televisão reformulou não apenas si própria, como também, exigiu dos outros veículos de comunicação uma nova linguagem e, infelizmente, uma “pobreza” em termos de informações que levem o público à reflexão, ao desenvolvimento de idéias críticas e enriquecimento cultural.


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